O Artista

Fotografia do artista plástico e escultor António Nunes em Caminha

António Nunes

O Meu Percurso

O meu caminho na arte é o de um autodidata. Não nasci de academias, mas de uma procura incessante, de uma necessidade de dar forma ao que sentia. Desde cedo, qualquer matéria-prima se tornou uma extensão da minha vontade de criar, transformando o meu ateliê num laboratório de liberdade onde exploro a escultura em madeira, a pintura e a intervenção pública. Sem as amarras de uma formação clássica, pude explorar materiais e técnicas guiado unicamente pela intuição e por uma curiosidade que nunca parou de crescer.

Esta caminhada permitiu-me desenvolver uma linguagem visual própria, que transita entre a tridimensionalidade da escultura, o impacto dos murais e a pesquisa de memória cultural. É um percurso que se define não pelo que aprendi, mas pelo que continuo a descobrir a cada dia na paisagem do Alto Minho.

Filosofia Artística

Para mim, a arte é um confronto. É o ponto de encontro entre o tangível de uma estrutura física e o simbolismo que ela evoca. Em cada obra — seja um painel, um mural ou uma escultura —, procuro um conceito que sustente a sua essência, conferindo-lhe uma alma para além da forma. O meu objetivo não é apenas criar um objeto, mas sim descrever um mundo na fronteira entre a matéria e a ideia.

Através desta visão analítica, a arte torna-se um espelho. Ela permite-nos refletir sobre as mais profundas temáticas da vivência íntima de cada um de nós. Cada peça é um convite à introspeção, um fragmento de uma conversa maior sobre a condição humana, esperando que quem a observa encontre nela a sua própria narrativa.